Tuesday, July 6, 2010

Prepaid phone calls in Brazil are the most expensive in all of Latin America



Brazilians spend about US$ 44.8 per month, according to a new study.
In Honduras, number two on the list, calls cost about US$ 25.2 per month.

Brazilians pay more for prepaid cell phone calls than any other country in Latin America, according to a survey conducted in 20 counries.
The study commissioned by the Latin American Regional Dialogue on Information Society (Dirsi in Portuguese), a research network specialized in the telecommunications industry, and developed by economist Hernan Galperin, from the University of San Andrés in Buenos Aires, indicates that prepaid mobile phone users in Brazil spent on average US$ 45 (R$ 80) in the second quarter of last year. The total cost is well above that paid in the second country on the list, Honduras, where consumers spent US$ 25.69 (R$ 45) per month.
The calculations were based on a theoretical average suggested by the Organization for Economic Cooperation and Development (OECD), which includes 30 varied two minute calls (local and long distance) and 33 text messages per month. In Paraguay, this package costs about US$ 6 (under R$ 11).
According to Dirsi the average of all 20 Latin American and Caribbean countries surveyed is US$ 24 (R$ 42.50), almost double the cost in OECD countries (which include the United States and European nations), recorded at US$ 13 ( R$ 23), and more than triple the market average in South Asia, where mobile service cost US$ 7 (R$ 12) per month.
In addition, the study compares calling rates against population income in order to establish the accessibility of the service. The service is considered accessible when users spend less than 5% of their income to purchase it. Research results show that with the exception of Costa Rica, the cost of service in Latin America surpasses the payment capacity of users.
The countries studied include Brazil, Honduras, Uruguay, Mexico, Argentina, Venezuela, Peru, Nicaragua, Panama, El Salvador, Chile, Dominican Republic, Colombia, Guatemala, Trinidad and Tobago, Ecuador, Bolivia, Paraguay, Costa Rica and Jamaica.

Fonte G1

Monday, July 5, 2010

Mini-grammar
Quick Course in English
Desbloqueando o aprendizado

Uma História dos dias atuais

Duas pessoas idênticas, com a mesma idade, mesmo talento para línguas e mesma motivação, resolveram aprender inglês. Uma foi matriculada num bom curso de línguas, e a outra foi para um país de língua inglesa para morar com uma família e lá se envolver com qualquer atividade. Dois ou três anos depois, entrevistamos aquele que estudou diligentemente no curso de línguas. Ele provavelmente dirá (já ouvi isso muitas vezes):
    - A escola é boa, já terminei o Livro X e aprendi muito vocabulário, gramática ... Mas, não sei não, eu tenho um problema, me sinto muito trancado. No contato com norte-americanos, me limito a responder perguntas. Não tenho coragem de puxar um assunto. Quando ligo a televisão na CNN, não entendo nem a metade. Em reuniões com estrangeiros, só me manifesto quando a palavra é dirigida a mim; tenho dificuldade em defender meus pontos de vista, contra-argumentar. Aquelas situações do livro que eu praticava na sala de aula parecem nunca ocorrer na minha realidade. Diagnóstico: Os anos de tempo e o dinheiro investidos numa escola que enfatiza learning e adota uma marcha predeterminada atrelada a um plano didático de lições e livros, acompanhado de exercícios repetitivos, resultaram em um conhecimento parcial e memorizado a respeito do idioma, o qual entretanto o aluno tem dificuldade para transformar em habilidade funcional. Habilidade truncada; carência de espontaneidade; não consegue pensar em inglês. Autoconfiança parcialmente destruída pela preocupação com a forma correta e por uma certa dose de frustração e sentimento de inferioridade. Vontade de parar por algum tempo.
Entretanto, quando entrevistamos aquele que acabou de retornar do país de língua inglesa, depois de 6 ou 12 meses de convívio numa cultura estrangeira, vemos que ele fala com naturalidade, desenvoltura e fluência. Pensa em inglês e se sente à vontade na presença de estrangeiros. É uma pessoa que onde ouve inglês sendo falado, é com ele mesmo: tem satisfação de mostrar esta habilidade já adquirida. Facilmente consegue trabalho, inclusive como instrutor em cursos de inglês menos exigentes. Enquanto tiver contato com o idioma, continuará a desenvolver sua habilidade, de forma auto-suficiente.
Se a ele perguntarmos (já que é tão bom em inglês): - Afinal, quando é que se usa o Perfect Tense e quando o Simple Past, ou se lhe perguntarmos para explicar melhor os tais de verbos modais, ele responderá: - Não me pergunta uma coisa dessas, eu não sei nada; nunca estudei isso, eu só sei é falar.
    Diagnóstico: Pouco ou nenhum conhecimento a respeito do idioma, porém pleno domínio sobre o mesmo adquirido através de interação humana em ambiente de cultura estrangeira (acquisition). Sua habilidade pode facilmente ser transformada em conhecimento gramatical. Alto grau de desembaraço e autoconfiança. Sentimento de realização e auto-suficiência. Forte vontade de continuar. Inglês sempre fará parte de sua vida.

UMA HISTÓRIA DO SÉCULO PASSADO

Por volta de 1880, o francês François Gouin, homem de meia-idade, resolve aprender a falar alemão. Se estabelece então na cidade de Hamburgo, longe de seus conterrâneos, e lá permanece durante um ano. Só que em vez de procurar se integrar à sociedade alemã, fazendo amizades e convivendo com pessoas, ele se aprofunda numa série de tentativas de dominar a língua através do estudo da gramática e da decoreba de palavras em grande quantidade.
Assim que chega em Hamburgo, François se entrega com devoção ao seu primeiro projeto: decorar uma gramática de alemão junto com uma tabela de 248 verbos irregulares! Alcança seu intento em apenas 10 dias e corre para a universidade local para testar seu vasto conhecimento recém adquirido. "Grande decepção!", afirma ele em seu livro mais tarde. "Não conseguia entender uma única das palavras dirigidas a mim."
Sem desanimar, François retorna à solidão de seu quarto, dessa vez decidido a decorar os radicais e as declinações do alemão, e redecorar a gramática e os verbos irregulares. Qual nada! O resultado acaba sendo o mesmo que o anterior. Ao longo daquele ano que havia reservado para se dedicar ao aprendizado de alemão, François decorou livros, traduziu Goethe e Schiller, e chegou a decorar 30.000 palavras de um dicionário de alemão, tudo isso no isolamento de seu quarto, e tudo resultando sempre no mesmo desastre: sua incapacidade de se comunicar com o povo alemão. Por mais que acumulasse informações e adquirisse conhecimento a respeito do idioma, sua habilidade de funcionar na sociedade alemã não saía da estaca zero. Ao final de um ano, tendo experimentado na própria carne a ineficácia do método tradicional, François não vê outra alternativa senão a de encarar o fracasso e retornar para casa.
A história de François, entretanto, tem um final parcialmente feliz. Ao retornar, ele descobre que seu sobrinho de 3 anos de idade, durante sua ausência, havia passado pelo milagroso processo de aprender a falar, transformando-se de um nenê sem expressão verbal em um verdadeiro conversador em francês. Como seria isso possível? Como é que uma simples criança sem conhecimento nem experiência consegue com tanta facilidade aquilo que ele, homem letrado e experiente, havia tentado com uma segunda língua e fracassado?
(Gouin, François. The Art of Learning and Studying Foreign Languages, 1880, from Brown, 43)